Em Defesa Da Santificação

Em Defesa Da Santificação

Nos tempos do Antigo Testamento, Deus ordenou a Moisés que dissesse ao povo de Israel “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv. 19.2). Uma vez que o próprio Deus é Santo, Ele deseja que nós, a quem Ele criou à sua imagem também sejamos santos. A obra de Deus pela qual Ele nos torna santos é chamada de santificação. Estamos diante dos desafios de ter uma vida cristã santificada em Cristo, para isso, é necessário compreendermos o que é uma vida santificada do ponto de vista bíblico.

 

O que é santificação?

 

De acordo com Anthony Hoekema “santificação é a graciosa operação do Espírito Santo que envolve nossa participação responsável, pela qual Ele nos livra da poluição do pecado, renova nossa natureza inteira segundo a imagem de Deus, e habilita-nos a viver de forma a agradá-lo” ( 2002,p.189).

 

O padrão da santificação

 

Santificação significa que estamos sendo renovados conforme a imagem de Deus – Isto é, que estamos nos tornando mais iguais a cristo, o qual é a perfeita imagem de Deus (Jo 14.8,9; 2 Co 4.4; Cl 1.15).

 

O caminho da santificação

 

Segundo Russel Shedd “a caminhada em direção ao alvo da santidade importa em ultrapassar de algum modo o legalismo e abraçar a realidade de Jesus Cristo como nossa santificação […] O caminho que conduz à santificação fica barrado a toda tentativa humana de alcançar o alvo sem auxílio divino”(1998, p. 56-57). O caminho bíblico que devemos seguir não apaga a vontade própria. Não opta pela apatia ou o desligamento, mas pela união. Sem uma ligação vital com Cristo não há possibilidade de justificação (Cl 1.27). Sem Cristo atuando em nós pelo poder do Espírito, não haverá avanço na santificação (Cl 2.6,7).

 

Para o cristão viver diariamente em santidade, ele precisa andar na estrada da santificação. É nessa caminhada que Cristo nos santifica. Ele é a nossa santificação (Cl 2.6; Jo 15.5); Pois a fé em Cristo se manifesta no amor (Rm 13.10; 2 Co 5.14 Tg 1.27); O Espírito Santo é o agente da santificação (Gl 5.17; 2 Co 7.1); Devemos seguir e andar no Espírito (Gl 5.16; Rm 8.5-7); E sermos cheios do Espírito (Ef 5.18; 2 Co 6.14).

 

A santidade e suas implicações

 

Augustus Nicodemus em seu livro “O que estão fazendo com a igreja” observa que nas igrejas evangélicas há muitos cânticos, louvores, suspiros, gemidos, sussurros, lágrimas, mãos levantadas para o alto, mas pouco arrependimento, quebrantamento, convicção de pecado, mudança de vida e santidade.

– A santidade existe sem manifestações carismáticas e as manifestações carismáticas existem sem ela (1 Co 3.1-3; MT 10.1,8; MT 7.22-23);

– A santidade é progressiva;

– A santidade implica principalmente à mortificação do pecado que habita em nós.

 

 

A santidade ensinada na Bíblia implica passado, presente e futuro. Passado, porque se inicia numa circunstância de separação, já levada a efeito, pela obra perfeita em Cristo; presente, porque se refere ao processo de cultivo da vida de santidade; e futuro, porque a culminação desse processo ocorrerá com o retorno de Cristo quando os efeitos do pecado serão de todo eliminados.

 

 

Reginaldo Cruz Ferreira

 

É escritor, graduado em Teologia, Licenciado em História e Pós-graduado em Ensino Religioso, Mestrando em Educação, professor universitário na área de Teologia Sistemática e Histórica  em cursos de graduação e Pós graduação.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA PARA CONSULTA

 

GUNDRY, Stanley. Cinco perspectivas sobre a santificação. São Paulo: Vida, 2006 (Coleção Debates Teológicos)

 

HOEKMA, Anthony. Salvos pela graça: a doutrina bíblica da santificação. 2 ed. rev. São Paulo: Cultura Cristã, 2002.

 

LOPES, Augustus Nicodemos. O que estão fazendo com a igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. São Paulo: Mundo Cristão, 2008.

 

SHEDD, Russel P. Lei, graça e santificação. São Paulo: Vida Nova, 1998.

 

 

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